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Na festa - parte 2

  • Foto do escritor: Manu Pinheiro
    Manu Pinheiro
  • 17 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Continua...


Ele a abraçou novamente, com muita força, como se quisesse parar o tempo — pelo menos durante aquele abraço.

Conversaram, riram, dançaram. Tudo perfeito, exatamente como ela havia imaginado.


— Eu fui atrás da mesa da tua irmã, mas não consegui te achar.


Sim, ele também a procurara. Ele também queria passar com ela aqueles momentos de curtição, alegria e bebedeira.


— Bebi, bebi, e não consegui me embebedar — disse ele.— Em compensação, eu... — confessou ela.


E continuaram conversando, rindo, dançando. Até o momento em que ele saiu correndo:

— Tenho que ver se minha carona já foi embora.

Claro — fugindo mais uma vez. Agora era a vez de ela ir embora também.


— Tu vais embora comigo! — ordenou ela, sem hesitar, ao encontrá-lo no meio do salão.

— Vou? Ótimo!

Saíram juntos dali. Passava das seis.


— Olha essa vista... — encantou-se ele ao ver a ponte ainda iluminada sob o céu já claro.

— Vamos parar?


Chuva. Era tudo o que ela havia pedido em suas preces e promessas para o final daquela noite: um parque, flores, o dia amanhecendo, ele de gravata, ela de vestido longo — e chuva.


Ele se emocionou com aquela cena. Ela só queria ficar ainda mais perto dele.


— A chuva engrossou.

— É...


No carro, ainda sob o efeito de tudo aquilo, ela começou a sentir medo do fim que se aproximava. Parariam em frente à casa dele, conversariam mais um pouco, se despediriam — e tudo voltaria a ser como antes?


Claro. Depois de certa hora, Cinderela deve voltar para casa, pois a carruagem vira abóbora e o vestido volta a ser um simples pedaço de pano. E ela sabia — por mais que quisesse esquecer — que certos clássicos não mudam.



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